segunda-feira, 20 de junho de 2011

Justino Franco Júnior

Justino Franco Júnior era filho de Justino Franco de Moraes e Escolástica Virginia Franco de Moraes. Nasceu em 27 de junho de 1889, em Campinas, foi casado com Francisca Botelho Franco, nascida em 27 de junho de 1889, com quem teve seis filhos:

1. Silvio, casado com Ana Almeida Prado, em primeiras núpcias e Edna..., em segundas núpcias.
2. Sebastião, casado com Alzira Pereira;
3. Lourdes, casada com Lauro Spilman;
4. Justino Botelho, (Mimi) casado com Anunciata Telles, tiveram quatro filhos: Mário Augusto casado em primeiras núpcias com Laura Perim, tiveram uma filha Rita de Cássia, em segundas núpcias casou-se com Maria José Oliveira, tiveram a filha Anunciata; o segundo filho de Mimi é Antônio Carlos, casado com Lúcia Sornas, tiveram as filhas: Luciane e Marília; o terceiro filho de Mimi é Sílvia Aparecida casada com Orlando Zancopé Júnior, pais de Simone, Silvia e Orlando Zancopé Neto, a quarta e última filha é Maria José casada com José Roberto de Moraes Marques que tiveram os filhos: Karina, José Roberto e
Carolina;
5. Sílvia casada com Ulisses Mattos;
6. Fernando casado com Agueda Zupo.

Nas segundas núpcias Justino casou-se com Odete Teixeira. Com a segunda companheira teve dois filhos, José Eduardo e José Augusto.
Justino Franco Jr. juntamente com os irmãos Ormênio e Fausto, chegaram a Pirajuí, vindos da Fazenda Santa Maria da cidade de Jaú, no ano de 1915. Os irmãos foram pessoas importantes nas decisões da vida inicial de Pirajuí. Justino, assim como seus irmãos, era um homem da lavoura, um desbravador autêntico, sua atividade preferida era a abertura de fazendas e o plantio de café.
Mas em Pirajuí trabalhou como corretor na compra de café para uma casa comissária da cidade de Santos, da qual era seu representante na região. Comprava o café junto aos produtores, providenciando o seu beneficiamento e classificação, mandando-o para Santos de onde era exportado.

Além de sua atividade principal, participava ativamente da vida da cidade, destacando-se como:

1. Um dos fundadores da Santa Casa de Misericórdia de Pirajuí fundada em 15 de março de 1921, que teve como seu primeiro provedor o Coronel Joaquim de Toledo Piza e Almeida. Com a sua participação na Assembléia de Fundação teve o direito adquirido de ser um dos irmãos vitalícios da entidade.

2. Foi sócio fundador da Sociedade Esportiva de Caça e Pesca de Pirajuí, localizada nas margens do rio Tiete, no Porto Ferrão, no município de Pongaí, juntamente com seus irmãos Ormênio e Fausto Franco e mais outros amigos em comum.
3. Participou em 1930 da Assembléia de Fundação do Parque Clube de Pirajuí, sendo um de seus sócios Patrimoniais e Fundadores, que teve como seu 1° presidente o Dr. Joaquim de Amaral Melo.
4. Fez parte da Comissão Pró-Ginásio, encabeçada pela Prefeitura Municipal e por pessoas representativas da cidade com o objetivo de levantar fundos para a construção do Ginásio Municipal em nossa cidade.
Justino era uma pessoa bastante popular e conhecida pela sua competência em tudo o que se propunha em fazer. Tanto é verdade que foi procurado pelo senhor Álvaro de Souza Queiroz, rico fazendeiro da cidade de Cafelândia, município vizinho a Pirajuí, para gerenciar duas grandes fazendas de sua família, os nomes das fazendas eram Cambará e Fazenda Chantembré.
Aceitando a proposta, Justino mudou-se com a família para a Fazenda Cambará, onde permaneceu por algum tempo. A fazenda foi o palco do nascimento de alguns de seus filhos.
Mesmo gerenciando as duas fazendas, mais tarde mudou-se para o município de Cafelândia, onde passou a residir com a família.
Chegando a Cafelândia, Justino que era uma pessoa bastante comunicativa logo se entrosou com a vida da cidade e com as pessoas representativas, com quem passou a conviver.
Gostava de política e em pouco tempo acabou disputando no ano de 1947 o cargo de prefeito municipal, mas por ser novato e inexperiente não soube como enfrentar as “cobras criadas”, mas mesmo assim sua derrota foi por uma margem pequena de votos.
Para a eleição seguinte, um grupo de pessoas que representavam todas as classes produtoras, comerciais e políticas da cidade, procurou-no em sua residência, na noite de terça-feira, dia 21 de maio de 1951, para propor que novamente disputasse o cargo de prefeito. Desta vez apoiado por uma enorme coligação de partidos. Estes lhe garantiriam a vitória no pleito em 14 de outubro de 1951.
Justino Franco justificou que embora sabendo existir duas candidaturas de políticos de prestigio indiscutível, senhores Waldemar Sanches e Alexandre Barduzzi, atendendo ao apelo que lhe era formulado, concordava em aceitar o convite, afirmando que o fazia sem almejar qualquer honraria, nem tão pouco, vantagens para si, mas somente o desejo de servir da melhor maneira possível a cidade onde vivia e que dos habitantes era um amigo leal, sem uma só exceção.
Com a realização das eleições de 1951, aconteceu um fato inédito em toda a história do país.
Houve empate de votos na apuração entre Justino Franco Junior e Alexandre
Barduzzi e na recontagem foi confirmado o empate.
Configurado o empate o Juiz Eleitoral Dr. Bolívar Ferraz Navarro, de acordo com o que determinava o Código Eleitoral, proclamou como vencedor do pleito Justino Franco Junior, por ser o mais velho, juntamente com seu vice de chapa, Álvaro Gonçalves Hehl Glette.
No desempenho de suas funções como prefeito, Justino “arregaçou as mangas” e deu início aos seus planos, como: asfalto nas ruas, ampliando as redes de água, esgoto e construindo escolas e o prédio da prefeitura. Fez toda a infraestrutura que a cidade necessitava de imediato. Tudo foi possível graças ao prestígio que Justino tinha do governo estadual, que lhe deu condições de trazer diversos melhoramentos para a cidade através de verbas conseguidas.
Segundo o testemunho de pessoas que o conheceram Justino foi um grande homem público, tendo administrado honesta, brilhante e reconhecidamente, constituindo um orgulho para seus familiares.
Justino Franco Junior faleceu em 26 de agosto de 1964 e seu corpo encontra-se sepultado no Cemitério Municipal de Cafelândia, escolhida por ele como sua cidade natal.





Fausto Franco foi o proprietário de uma residência na Avenida Rui Barbosa Lima, local onde mais tarde tornar-se-ia a Santa Casa de Misericórdia de Pirajuí.



Ana Cândida Prado Franco foi casada com Fausto Franco. Nasceu em 03 de novembro de 1893 e faleceu em primeiro de agosto de 1959.

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